Por: Abdon Barretto Filho*
Livro Marketing & Turismo - Pensem Nisso. Santa Maria: Editora Rio das Letras, 2013.
Você acorda pela manhã, ao ligar o rádio ou ligar a TV ou ler um jornal tem o contato com anúncios de bens e/ou serviços.
Alguns não despertam interesses e outros chamam sua atenção.
Um comercial de TV ou um comunicado sobre a importância de não dirigir após a ingestão de bebidas alcoólicas podem influenciar suas decisões.
As placas nas estradas e/ou as placas nas avenidas e ruas, assim como a distribuição de folhetos também podem influenciar suas decisões de consumir.
Ao retornar para casa, recebe correspondência com promoções de vendas e um telefonema solicitando resposta para uma pesquisa sobre determinada imagem de uma empresa.
No seu trabalho e/ou escola/faculdade, mensagens eletrônicas são recebidas de fornecedores e consumidores, assim como informações eletrônicas, folhetos, jornais sobre as ações e campanhas institucionais ou promocionais.
Discute temas utilizando as ferramentas das mídias sociais, opinando, apoiando, criticando.
Enfim, mantém uma atitude crítica, reflexiva, seletiva sobre as mensagens recebidas e, às vezes, não entende como as mudanças estão sendo realizadas.
Será ? Na realidade, todas essas situações estão envolvendo a ciência e arte do Marketing.
Convém salientar que o conceito básico criado pela American Marketing Association (A.M.A.) é “ o processo de planejar e executar a concepção, estabelecimento de preços, promoção e distribuição de ideias, produtos a fim de criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais”.
Quando se conceitua Produto, nas Ciências Econômicas deve-se lembrar de que inclui bem (produto tangível) e/ou serviço (produto intangível).
Outra definição para o Marketing:“ todas as ações no mercado que tenham como objetivo a captação e manutenção de clientes numa relação “ganha-ganha”, mais duradoura possível. Se possível, eterna.
”Na realidade, a essência do Marketing é o desenvolvimento de trocas em que as pessoas físicas e jurídicas participam voluntariamente de transações destinadas a trazer benefícios para ambos.
Existem dois tipos de clientes que participam das trocas no mercado.
Em primeiro lugar, os compradores organizacionais, que compram bens e/ou serviços para empresas ( organizações econômica com fins lucrativos ) ou entidades ( organizações econômicas sem fins lucrativos).
Eles compram produtos para funcionamentos de suas próprias empresas ou entidades.
Em segundo lugar, existem os consumidores, que compram bens e/ou serviços para consumos pessoais ( próprio consumo) e/ou para presentear pessoas.
Na categoria “ consumidores” estão incluídos os indivíduos e famílias que fazem compras para atender desejos e necessidades, resolver seus problemas, melhorar sua vida e, talvez, a busca de momentos felizes.
Quando se discute “necessidade” de um consumidor ou comprador deve-se entender que são bens e/ou serviços para sua sobrevivência.
Existem necessidade básicas para sobreviver (alimentos, roupas, moradia, deslocamentos, diversão, entre outras) ou, numa organização, para produzir, operar, funcionar (máquinas, equipamentos, computadores).
Quando se discute “desejos” incluem bens e/ou serviços específicos para atender necessidades e outros adicionais que superam a sobrevivência.
Pode-se citar que o consumidor precisa de alimentos para sobreviver, entretanto existe grande variedade de produtos alimentícios que dependem da sua escolha.
Os consumidores não precisam de novos celulares e/ou carros para sobreviverem mas muitos compram e desejam movimentando a Economia e fortalecendo a presença do Marketing.
Será? Respeitam-se todas as opiniões contrárias.
São reflexões.
Podem ser úteis.
Pensem nisso.
*Economista, Mestre em Comunicação Social, Consultor Empresarial, Diretor de Empresas e Entidades, Professor Universitário, Autor de Livros, Colaborador de Jornais e Revistas
